sábado, março 13, 2010

Ensaio sobre a Diarreia (ou o manual de como nã

AIIIIIIiiiiiiiiiiiiiiii.......................


(Ja não fui a tempo...)

sábado, janeiro 02, 2010

Ensaio sobre a Cegueira

Um dos bons livros que já li (a seguir ao Asterix e à Turma do Monica), mas
permita-me o Sr.Nobel criticar a não reflexão na sua obra acerca de uma das preocupações que assola os invisuais, que reside no facto de não poderem tirar macacos do nariz à vontade, por não saber quando os outros poderão estar a olhar. Ainda pensei que o Meirelles pudesse ter retificado no seu filme esta falha, mas alas, não.
Fica o registo.

Abraço,

Manolito

Novo ano

Caros leitor (es - posso arriscar?),

Depois de um interregno de alguns meses, regresso, congratulando-me por encontrar um total de 34 comentários no post anterior, record digno daqueles blogues muito populares - onde se inclui o Pacheco Pereira, blogues de ex (?!?) - prostitutas que relatam de forma intelectualizada as suas experiências sexuais badalhocas, blogues de pseudo ccomediantes aspirando a um lugar no Olimpo da comédia portuguesa (onde figuram nomes como Camilo de Oliveira) (hei, espera lá manolito, não te incluis nessa lista de aspirantes?), etc (...quando nos faltam mais ideias).
Agradeço ao meu amigo chinês de Taiwan (que são a mesma coisa?!) que inundou e submergiu (que são a mesma coisa?!) o blogue com os seus comentários e observações simpáticas e gentis (que são a mesma coisa?!).

Alea jacta est,

Manolito

Ps- ainda bem que leio Asterix para poder de quando em vez lançar expressões em latim, algo digno de um blogue com 34 comentários
Pss- já da Turma da Mónica, ainda não consegui retirar da sua leitura nenhum proveito a não ser a ideia de chamar Magali a uma filha.

sábado, julho 25, 2009

De volta às origens




Depois de uma fase bigode gay anos 80, resolvi devolver a minha imagem original de Manolito Gafotas. É que o bigode, além de me fazer parecer treinador de futebol português emigrado, fazia muito calor. E não convém suar em Musvadala, porque o sal do suor é não só um chamariz de moscas sedentas para temperar os seus festins de caganitas de cabra, mas também de jovens virgens (de bigode miudinho(e por conseguinte de moscas (e por conseguinte de caganitas))).

Por tal facto rapei o bigode e deitei as lentes de contacto aos ventos das montanhas de Gashval e assumi novament a imagem icónica de Manolito

segunda-feira, março 16, 2009

Novo visual


Deixei crescer o bigode

segunda-feira, março 09, 2009

Simplicidade

É muito díficil arranjar um título para o que vamos escrever. Principalmente no caso, que é este, em que decido colocar um título antes de saber sobre o que ou dissertar.
E qdo os meus dedos, próteses independentes do meu cérebro anestesiado, se resolvem a escrever algo como "Simplicidade", o caldo parece-me entornado, pois passados alguns minutos após dactilografar tal palavra, surgem-me várias ideias nublosas na ponta dos dedos, mas nenhuma que se pareça com simplicidade.
Porque escrever sobre simplicidade tem que se lhe diga.
Primeiro, oq quer q se escreva tem de ser simples. E se é complicado arranjar algo simples sobre o qual escrever, então a própria ideia de "simples" cai por terra, porque se é simples, pressupõe que não seja complicado.
Segundo, nos dias que correm pode ser que haja coisas simples, mas parece que a beleza da simplicidade se esvaneceu, pelo que somos impelidos a procurar aquilo que é complicado. Como este texto.
Terceiro, sendo o ser humano um ser pensante com uma capacidade abstracta inegualável, pressupõe que o pensamento complicado seja inerente a esta premissa, pelo que quão mais desenvolvidos, mais capacidade temos de complicar as coisas.
Quarto, se complicamos e não simplificamos, qual o objectivo de complicar, qual a vantagem evolutiva do complicado?
Quinto, um bebé/um criança tem um pensamento simples, concreto, pouco dado aos devaneios das complicações metafísicas/omníricas. É um dado adquirido que um "bebé não tem preocupações", será essa ausência de complicações decorrente da simplicidade com que pensa?
Sexto, a simplificação do complicado é uma meta a atingir pelos matemáticos, que tentam reduzir raciocinios sob uma simples formula matemática, que de simples têm pouco.
Sétimo, a beleza estará na simplicidade? Ou estará na forma simples como encaramos o complicado? Para o simplificar, temos de o compreender.

Resumindo, escrever sobre simplicidade não é simples. Começando pela própria palavra, que de simples tem pouco. Seria mais lógico que o substantivo de "simples", fosse ele próprio mais simples, tipo "dada".

Simples.

Ok, para a próxima escreverei sobre a estupidez, algo mais ao alcance dos processos simplistas dos neurónios deste pastor.

domingo, fevereiro 08, 2009

Um belo Domingo (de noivado?)

Eu sei lá o que escrever e aliás, vocês devem estar-se nas tintas para o que tenho a dizer. Mas mesmo assim vou contar a história da formiga e do elefante sonhador. Ou seria da lombriga e do irrelevante procrastinador? (estou muito dado às delícias da cacofonia) De qualquer uma das formas, sendo a história de uma amiga e do deselegante delator, adivinha-se um argumento romântico, quiçá sedutor e com laivos de mistério policial. Esta é a história de um crime. É a história de como um paquiderme não teme as leis de Newton, uma história de amor como um qualquer Benjamim Button, indiferente à temporalidade e ao finito da paixão, para com um insecto de algumas patas, um amor em guerra de tamanhos e proporções. Ou a história de como um nemátode se aloja no intestino de um deprimido crónico, autarca em funções, anarca de ideais, desapontado com o rumo que a política descreve em torno de um mesmo ponto giratório, e q falatório se gera, quando o nosso autarca se recusa a assinar o que vereadores astutos ou corruptos decidem em reuniões intermináveis, e decisões que se arrastam, que não se tomam, e que não chegam a ver a luz do dia, guardadas na gaveta do nosso artista, que se queixa das dores da alma e potencialmente da barriga e de outros orgãos, enquanto o nosso nemátode se passeia pelo sangue que deixou de correr nas veias do outrora poeta, e já nem sabe se que se o consome é o marasmo da sua vida ou o seu parasita que o come por dentro e se reproduz e vai tomando conta de um corpo que não é seu, alimentando-se do pouco sangue que resta a este nosso triste actor. Faltando por fim falar de Jorge e Madalena, um crime o outro castigo, um Golias o outro David, ambos confiantes de que os seus planos para um amanhã que não vai vir se confirmarão assim que o sol se espreguice nos seus primeiros raios, que as nuvens não irão tapar, porque há forças que nasceram para vencer, outras que não o chegam a ser. E assim Jorge, rapaz feito, homem por fazer irá entregar-se aos braços e aos encantos de uma outra Madalena, que por sua vez pertencia a outro Jorge (uma pertença apenas presente na cabeça e no coração de Jorge, visto que esta sua Madalena a ele nunca se entregara, e até o negara, mas uma paixão que Jorge não esquecia e não se admitia que esta pudesse ter como protagonista um outro Jorge que não ele), e eis que Jorge, seguidor de Madalena, dos seus passos na estrada e que passara e espreitara para um carro de janela embaciada, no momento em que duas almas consomavam qualquer coisa fugaz e passageira, fruto de uma infantil bebedeira, um atravessar de estrada fora da passadeira, incautos e que naquele seu impulso animalesco, proporcionaram um cenário dantesco, quando o segundo Jorge descobre a natureza da sua segunda Madalena, o seu pecado que não perdoa, e o atordoa, e o magoa. E que na sua dor que não qualifica, que não quantifica, na sua raiva surda, cega mas não muda, acrescento que geme, ao comunicar Madalena, escondido no seu seguro anonimato, que é para isso que serve a não identidade, é a segurança do nada, repito e Jorge também repete que viu de seu incauto Jorge, e acrescento do que ouviu, e que Madalena não perdoa, por que haja qualquer coisa que doa, e se este alarme soa, é um avião que aterra, já não voa, e assim fica por terra aquela boda e as promessas que não chegam a ser feitas, desfeitas do zero, ou do zero e meio se assim podemos chamar ao ponto a que ambos chegaram desta sua relação. E assim houve um paquiderme que se desafia e desafia aquilo que outros julgaram por impossível, e que não aceita, e também de um verme que definha o autarca que definha pelo seu desacreditar nas pessoas e não acreditar, como o paquiderme, mais na possibilidade da sua paixão, desapaixonado, e nem desconfiar que não será ele um verme, mas antes que o verme o consome por dentro e dele se alimenta e que houve também um crime castigado pelo cego veneno do ignóbil Jorge. E podem vocês leitores, se tiveram a coragem de chegar até aqui desta vossa leitura, ou porque tal como eu pouco tenho que fazer, ou porque têm um q de masoquismo, e voltando ao fio da meada, se tiveram essa coragem cabe a vós tirar desta história, deste enredo, desta teia, as vossas conclusões, pois esta história é verdadeira e eu sou um paquiderme e uma formiga e sou um verme e sou autarca, e o meu nome não é Jorge nem Madalena, mas sou Manolito, o Gafotas, que aqui atesta, que desta meia-hora perdida a rabiscar fraca poesia, chega a uma definição e inconclusão, que pode ser-se tudo, mas não pode ser-se tudo ao mesmo tempo.

Abraço,
Manolito

terça-feira, julho 15, 2008

Les Jours Tristes

Ce sont les vrais jours tristes..

domingo, maio 11, 2008

Manolito, o Regresso

Numa pacata tarde de sol em Musvadala, estando eu sentado no Cybercafé a pesquisar as maravilhas do mundo porno iraniano (burkas transparentes), deparei-me com um blog, onde era citado o autor Jorge Bucay, com este seu belo conto:

"Era uma vez um camponês gordo e feio que se tinha apaixonado (porque não?)por uma princesa bonita e loira...Um dia, a princesa - vá-se lá saber porquê -deu um beijo ao camponês gordo e feio...E, magicamente, este transformou-se num príncipe esbelto e ataviado.(Pelo menos era assim que ela o via...)(Pelo menos era assim que ele se sentia...)"

De imediato lembrei-me "Manolito, tu também, há anos, na solidão da tua casa, escreveste algo semelhante" e é esse algo semelhante que quero partilhar convosco neste meu regresso, uma história que sempre me fez pensar na subjectividade do amor e dos sentimentos. Uma história inspirada numa experiência que presenciei, e que desde então me tem guiado pelos sinuosos caminhos da minha vida (os caminhos de cabra íngremes das montanhas de Musvadala).

"Era uma vez um empresario fabril que se apaixonou (assim pensava ela) por um camafeu seboso de seu nome Alita. Ela tinha borbulhas que ameacavam permanentemente explodir pus putrefacto, um halito que fedia, e um cheiro intrinseco a mofo e a texugo. Das suas axilas projectavam-se pelucias encaracoladas, por onde passeavam larvas sedentas de bedum ressequido. As suas pernas imitavam com mestria mato miudo, e as suas unhas ha muito estavam em luto pelo seu irmao Joaquim, falecido ha anos numa rixa apos um jogo da malha.Para ao empresario nada disto importava. Pois estava cego. Estava surdo. Desprovido da sua capacidade de distinguir cheiros ou sabores. Incapaz de perceber os perceptos tacteis.Pois ha 2 anos que a sua morada era a cama do Hospital Sta Maria, onde estava em coma profundo, apos acidente de viacao. Alita era auxiliar de accao medica."

Que histórias semelhantes vos possam guiar pela vida, seja numa nacional, num ip ou numa autoestrada, ou como no meu caso, num caminho de cabra

Um abraço,
Manolito

quarta-feira, outubro 24, 2007

sábado, março 24, 2007

Jours Tristes revisitados

Ao passear pelas "famosas" páginas do hi5 fui inundado por uma profunda e intensa sensação incomoda, ainda que ao mesmo tempo terapêutica.
Incómoda porque as pessoas perderam a noção das fronteiras do seu espaço e se expôem, mais a sua vida, a estranhos, escancarando-nos sem preconceitos e com despudor desenvergonhado (uma redundancia?) a porta do seu mundo. Serei só eu a achar que estamos a esbanjar o nosso bem mais precioso, a intimidade, de mão beijada? Um artista expõe a sua obra, não a sua vida. O convite à masturbação voyeur colectiva leva à destruição do nosso segredo, do nosso bem mais precioso que é possuir a chave que apenas permite, tal qual um santo graal, o acesso àquele pedaço de nós aos escolhidos e predistinados. Dito desta forma, parece que aquilo que o meu mundinho tem para oferecer é excepcional e maravilhoso. Mas não é. É uma tremenda seca. Mas é o meu. Não o estou a tornar misterioso e aliciante, numa atitude presunçosa, descanse o leitor. Não estava a ser irónico, é de facto, e vamos esclarecer isto para que não restem dúvidas: uma seca. Tal qual qualquer mundo que por aí ande.
Em relação à sensação terapêutica: ao olhar vezes sem conta para toda esta oferta de amizade a preço de saldos fui assolado por uma dúvida"beatlesca", ah the lonely people... where do they all come from? (violinos). Será a solidão interior (qui ça a mais dilacerante e angustiante) que leva à globalização da necessidade de exposição e de afirmação do nosso “ego” perante o mundo? ( mais violinos) Não me parece que isto tenha feito mto sentido! Mas o que qero dizer, é que existe a necessidade de reconhecimento e afirmação da nossa vida perante o outro. A necessidade permente do elogio. A cócega singela no nosso ego fragilizado pelas frustrações do dia a dia. Como se a nossa pessoa pudesse ser elogiada por um comentário a uma fotografia. É reduzires-te a mto pouco ou quase nada.
Mostra a cara a ½ mundo! Faz-te conhecer. Dá-te a conhecer.
O artista expõe a obra, não a sua vida. E tu podes ter uma obra para expor.
Lembra-te: Sobretudo os que não sabem ser artistas sucumbem (palmas!)

sábado, março 17, 2007

Jours tristes?



Deixaste morrer o teu girassol

arrastas-te pela vida como um caracol


Deixaste secar a última lágrima

ficaste suspenso no virar da página


Deixaste cair a última folha

à espera do tempo e que a foice te colha


Observas o mundo através da janela

Anseias pendurar-te e voar nela


Deixaste esquecer tudo o que viste

E refugias-te na melancolia desses jours tristes.


sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Manifesto contra as farmacêuticas

Ó caros leitores. Este vosso compincha é por vezes assolado por dúvidas que lhe turvam a nitidez do pensamento. Que já não é muita sempre que tira os óculos.
A minha dúvida é a seguinte dois pontos

Faz-se o tratamento para o herpes labial, principalmente por razões estéticas. Então porque raio é que a pomada do aciclovir é branca? É para tornar o tratamento do herpes inestéstico? Ou seja, haja coragem e então eles (os malandros das farmacêuticas) que assumam o seu sadismo e decretem o herpes labial uma fatalidade, que castiga os beijoqueiros, toma para aprenderem a não serem tão promíscuos. Ainda me pergunto pq raio ponho o raio da pomada branca. Mas confesso que me dá uma alegria danada qdo algum colega de trabalho aponta para o meu lábio e com algum secretismo, para que os outros não ouçam, pq ver ja viram todos, sibila que tenho um "restinho" (gosto tanto de diminutivos) de pasta de dentes, e faz o gesto discretamente para eume limpar. Eu tenho duas saídas. Ou digo que está enganado e aquilo que vê é um sintoma precoce de raiva, adiantando que fui mordido por um coelho raivoso (quase louco e fora de si) que passeava no jardim público, ou então digo "oh não gozes comigo, não tenho nada" enquanto observo agradado a aflição no seu rosto, continuando a segredar " é a sério, estás aí sujo, limpa". Dá-me imenso gozo perpetuar a sua aflição por uns minutos, pelo menos até perceber q é sua intenção por o seu dedo na suposta pasta de dentes. Aí digo alto lá marujo, isto é aciclovir. Ele solta um ah, com respeito, e afasta-se com medo do contágio. É que leu por aí que o herpes voa.

Portanto pessoal das farmacêuticas, sei que vós gostais de gozar à conta dos pobres coitados beijoqueiros que padecem desta maldita doença, mas BASTA! Acaso vós pensastes que em vez do branco, ó mentes iluminadas do laboratório, podíeis usar, ora deixai ver, o transparente. AH, OH, BRAVO MANOLITO, QUE IDEIA GENIAL, TAL NUNCA NOS OCORRERA! exclamarão os cientistas fabricantes do aciclovir pomada. Se não me ponho a pau qq dia fabricam a pomada em vermelho ou roxo ou lilás.

Um abraço
Manolito

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Parabens ó blogger!

É com alegria que constato que o blogue faz hoje um ano.
Para celebrar vou publicar um post.
Já está.

terça-feira, outubro 31, 2006

Variações de Humor

Apresento neste blogue, duas formas de contar a mesma piada. Bem engraçada, diga-se de passagem... O prezado leitor que escolha a forma que a prefere reproduzir. Claro está que dependerá do ambiente, do(s) ouvinte(s), e do estado de alma do leitor no momento.
E tu, Manolito, qual preferes?, pergunta-me o leitor.
E eu respondo como costumo responder, quando me perguntam qual é a teoria do Einstein.
Tudo é relativo.

Esta já foi considerada como uma das piadas mais secas do mundo...por pessoas sem sentido de humor.

Fim da tarde estival no Jardim do Príncipe Real. Corre uma brisa desagradável, que obriga os traseuntes a puxar as golas das gabardinas (de manhã ameaçou chuva, pelo menos era o que as rádios cantavam). Dois sexagenários jogam dominó. Afonso Domingues, 68 anos, revisor da Carris reformado, bate-se contra o seu amigo Alcides Moreira, 66 anos, projeccionista reformado do antigo cinema Olímpia. O jogo está renhido. Afonso lembra-se como se conheceram naquela tarde solarenga em que foi obrigado a passar metade do dia nas urgências de St.Maria. Ele, Afonso, com uma canseira desgraçada nas pernas, que não lhe deixava dar dois passos, Alcides, com um ataque hemorroidário agudo. O jogo está renhido. Afonso pensa em como desferir golpe fatal no adversário. Alcides pensa na caldeirada de peixe que comeu ao almoço. Afonso coça o cocoruto. Alcides impacienta-se, esperando pela jogada do lento adversário, que não vem. Afonso perdera muita da sua ginastica intelectual, apos longos e longos anos de trabalho monótono picando bilhetes na carreira 15 Algés-P.Figueira. Alcides não se podia queixar da monotonia do seu emprego, já que o patrão, a bem da diversidade, todos os dias escolhia filmes novos para projectar. Alcides pensa que no fundo a novidade nao era grande; tinha uma sensação de déja vu constante. Mas gostava das matinés de domingo, das últimas novidades do círculo porno-cinematográfico dos países de leste. Afonso já não pensa em nada. Alcides comenta "vá lá home!"
Afonso desperta do seu sonho, em que nada sonha. Apenas com o vazio. O jogo está renhido e ele apostara uma ginginha com Alcides.
Tem uma ideia que talvez venha a ser bem sucedida. A concentração é o forte do meu adversário, pensa. Afonso joga uma peça e logo de seguida conta:

- Oh Alcides, ´tava aqui a pensar. Tu sabes qual é a diferença entre as couves de Bruxelas e as catotas (vulgos macacotos)?
- Na sei pá.
- É que tu Alcides, as couves de bruxelas, não as comes.






Epílogo

Escusado será dizer que Alcides ganhou a partida. E uma ginginha.

sábado, outubro 28, 2006

Esta já foi considerada uma das piores piadas de sempre...por pessoas sem sentido de humor.

Tarde de Domingo no Jardim do Principe Real. Dois velhotes jogam dominó. A brisa corre fresca, enregela as pontas dos dedos dos anciões. No meio da jogatana, para quebrar o silêncio que a concentração reclama, e quiçá para distrair o adversário para lhe infligir mortal golpe, Alcides Gonçalves vira-se para o seu companheiro de jogo, António Conceição Carvalho, que conhecera há 2 anos na Urgência de Sta Maria, enquanto esperavam pela sua vez, Alcides que lhe lancetassem o furunculo nadegueiro, Antonio Conceição que lhe tratassem da canseira das pernas, e, numa voz pausada e calma, acompanhando o som da brisa nas folhas dos castanheiros, sussura:

- Qual é a diferença entre a couve de bruxelas e as catotas (vulgo macacoto)?
0 Não sei, diz-me tu...
- É que tu não comes couves de bruxelas.

FIM