Tenho para mim, pastor atento ao desenrolar da vida em sua volta, que isto de pastar cabras deixa muito tempo livre para o cérebro deambular por seara alheia, que um dos grandes problemas da sociedade actual é o "marketing" da felicidade.
Meus caros, é um embuste! Vendem-nos algo, que tal como a minha bela televisão comprada nos saldos do Shopping de Musvadala, tem um prazo de garantia. Funciona lindamente nos dois primeiros anos, expirada a garantia, vêm os problemas. Confesso que nisto das analogias o Cristiano Ronaldo me bate aos pontos. Entre "os golos são como o ketchup" ou a "felicidade é como uma televisão" venha o diabo e escolha. Mas regressando ao tema, estamos atados a uma engrenagem que nos vende que "ser feliz é fixe", que nos deixa refens de um conceito utópico e irrealista. Para quando um elogio à tristeza, esse sentimento, essa emoção descriminada em desfavor desse produto artificial da felicidade perene?
A felicidade é uma doença. Não aguda e também não crónica, atreveria-me a classificá-la de doença recorrente. E a ambição da felicidade a coisa mais estúpida que nos fazem crer e acreditar (isso e que o Castelo Branco é heterossexual), a nossa demanda de graal, o nosso objectivo. Não estamos tão longe do objectivo absurdo dos meus conterrâneos mujadin que anseiam pelo "outro mundo" com 50 virgens depiladas e sem bigode, tomando banho em leite de cabra colhido aos primeiros raios de sol e deitadas sobre a relva verdejante (com um sistema de regra "do outro mundo").
Pois, a tristeza é uma cura para essa doença que é a felicidade. Essa obsessão. Que se lixe a felicidade, que viver triste é o que está a dar. Que deitem os antidepressivos ao lixo e que invistam milhões nos antifelicidade.
A felicidade gera inveja, angústia e intranquilidade. A felicidade gera tristeza.
A tristeza gera tranquilidade, porque desempenha um papel fundamental na recuperação da nossa homeostasia. Que se dê mais valor ao estar triste.
Porque acho que andamos tristes por não conseguirmos andar felizes.
O vosso
Manolito
Sexta-feira, Junho 18, 2010
Sábado, Março 13, 2010
Ensaio sobre a Diarreia (ou o manual de como nã
AIIIIIIiiiiiiiiiiiiiiii.......................
(Ja não fui a tempo...)
Sábado, Janeiro 02, 2010
Ensaio sobre a Cegueira
Um dos bons livros que já li (a seguir ao Asterix e à Turma do Monica), mas
permita-me o Sr.Nobel criticar a não reflexão na sua obra acerca de uma das preocupações que assola os invisuais, que reside no facto de não poderem tirar macacos do nariz à vontade, por não saber quando os outros poderão estar a olhar. Ainda pensei que o Meirelles pudesse ter retificado no seu filme esta falha, mas alas, não.
Fica o registo.
Abraço,
Manolito
permita-me o Sr.Nobel criticar a não reflexão na sua obra acerca de uma das preocupações que assola os invisuais, que reside no facto de não poderem tirar macacos do nariz à vontade, por não saber quando os outros poderão estar a olhar. Ainda pensei que o Meirelles pudesse ter retificado no seu filme esta falha, mas alas, não.
Fica o registo.
Abraço,
Manolito
Novo ano
Caros leitor (es - posso arriscar?),
Depois de um interregno de alguns meses, regresso, congratulando-me por encontrar um total de 34 comentários no post anterior, record digno daqueles blogues muito populares - onde se inclui o Pacheco Pereira, blogues de ex (?!?) - prostitutas que relatam de forma intelectualizada as suas experiências sexuais badalhocas, blogues de pseudo ccomediantes aspirando a um lugar no Olimpo da comédia portuguesa (onde figuram nomes como Camilo de Oliveira) (hei, espera lá manolito, não te incluis nessa lista de aspirantes?), etc (...quando nos faltam mais ideias).
Agradeço ao meu amigo chinês de Taiwan (que são a mesma coisa?!) que inundou e submergiu (que são a mesma coisa?!) o blogue com os seus comentários e observações simpáticas e gentis (que são a mesma coisa?!).
Alea jacta est,
Manolito
Ps- ainda bem que leio Asterix para poder de quando em vez lançar expressões em latim, algo digno de um blogue com 34 comentários
Pss- já da Turma da Mónica, ainda não consegui retirar da sua leitura nenhum proveito a não ser a ideia de chamar Magali a uma filha.
Depois de um interregno de alguns meses, regresso, congratulando-me por encontrar um total de 34 comentários no post anterior, record digno daqueles blogues muito populares - onde se inclui o Pacheco Pereira, blogues de ex (?!?) - prostitutas que relatam de forma intelectualizada as suas experiências sexuais badalhocas, blogues de pseudo ccomediantes aspirando a um lugar no Olimpo da comédia portuguesa (onde figuram nomes como Camilo de Oliveira) (hei, espera lá manolito, não te incluis nessa lista de aspirantes?), etc (...quando nos faltam mais ideias).
Agradeço ao meu amigo chinês de Taiwan (que são a mesma coisa?!) que inundou e submergiu (que são a mesma coisa?!) o blogue com os seus comentários e observações simpáticas e gentis (que são a mesma coisa?!).
Alea jacta est,
Manolito
Ps- ainda bem que leio Asterix para poder de quando em vez lançar expressões em latim, algo digno de um blogue com 34 comentários
Pss- já da Turma da Mónica, ainda não consegui retirar da sua leitura nenhum proveito a não ser a ideia de chamar Magali a uma filha.
Sábado, Julho 25, 2009
De volta às origens

Depois de uma fase bigode gay anos 80, resolvi devolver a minha imagem original de Manolito Gafotas. É que o bigode, além de me fazer parecer treinador de futebol português emigrado, fazia muito calor. E não convém suar em Musvadala, porque o sal do suor é não só um chamariz de moscas sedentas para temperar os seus festins de caganitas de cabra, mas também de jovens virgens (de bigode miudinho(e por conseguinte de moscas (e por conseguinte de caganitas))).
Por tal facto rapei o bigode e deitei as lentes de contacto aos ventos das montanhas de Gashval e assumi novament a imagem icónica de Manolito
Por tal facto rapei o bigode e deitei as lentes de contacto aos ventos das montanhas de Gashval e assumi novament a imagem icónica de Manolito
Quinta-feira, Março 19, 2009
Segunda-feira, Março 16, 2009
Segunda-feira, Março 09, 2009
Simplicidade
É muito díficil arranjar um título para o que vamos escrever. Principalmente no caso, que é este, em que decido colocar um título antes de saber sobre o que ou dissertar.
E qdo os meus dedos, próteses independentes do meu cérebro anestesiado, se resolvem a escrever algo como "Simplicidade", o caldo parece-me entornado, pois passados alguns minutos após dactilografar tal palavra, surgem-me várias ideias nublosas na ponta dos dedos, mas nenhuma que se pareça com simplicidade.
Porque escrever sobre simplicidade tem que se lhe diga.
Primeiro, oq quer q se escreva tem de ser simples. E se é complicado arranjar algo simples sobre o qual escrever, então a própria ideia de "simples" cai por terra, porque se é simples, pressupõe que não seja complicado.
Segundo, nos dias que correm pode ser que haja coisas simples, mas parece que a beleza da simplicidade se esvaneceu, pelo que somos impelidos a procurar aquilo que é complicado. Como este texto.
Terceiro, sendo o ser humano um ser pensante com uma capacidade abstracta inegualável, pressupõe que o pensamento complicado seja inerente a esta premissa, pelo que quão mais desenvolvidos, mais capacidade temos de complicar as coisas.
Quarto, se complicamos e não simplificamos, qual o objectivo de complicar, qual a vantagem evolutiva do complicado?
Quinto, um bebé/um criança tem um pensamento simples, concreto, pouco dado aos devaneios das complicações metafísicas/omníricas. É um dado adquirido que um "bebé não tem preocupações", será essa ausência de complicações decorrente da simplicidade com que pensa?
Sexto, a simplificação do complicado é uma meta a atingir pelos matemáticos, que tentam reduzir raciocinios sob uma simples formula matemática, que de simples têm pouco.
Sétimo, a beleza estará na simplicidade? Ou estará na forma simples como encaramos o complicado? Para o simplificar, temos de o compreender.
Resumindo, escrever sobre simplicidade não é simples. Começando pela própria palavra, que de simples tem pouco. Seria mais lógico que o substantivo de "simples", fosse ele próprio mais simples, tipo "dada".
Simples.
Ok, para a próxima escreverei sobre a estupidez, algo mais ao alcance dos processos simplistas dos neurónios deste pastor.
E qdo os meus dedos, próteses independentes do meu cérebro anestesiado, se resolvem a escrever algo como "Simplicidade", o caldo parece-me entornado, pois passados alguns minutos após dactilografar tal palavra, surgem-me várias ideias nublosas na ponta dos dedos, mas nenhuma que se pareça com simplicidade.
Porque escrever sobre simplicidade tem que se lhe diga.
Primeiro, oq quer q se escreva tem de ser simples. E se é complicado arranjar algo simples sobre o qual escrever, então a própria ideia de "simples" cai por terra, porque se é simples, pressupõe que não seja complicado.
Segundo, nos dias que correm pode ser que haja coisas simples, mas parece que a beleza da simplicidade se esvaneceu, pelo que somos impelidos a procurar aquilo que é complicado. Como este texto.
Terceiro, sendo o ser humano um ser pensante com uma capacidade abstracta inegualável, pressupõe que o pensamento complicado seja inerente a esta premissa, pelo que quão mais desenvolvidos, mais capacidade temos de complicar as coisas.
Quarto, se complicamos e não simplificamos, qual o objectivo de complicar, qual a vantagem evolutiva do complicado?
Quinto, um bebé/um criança tem um pensamento simples, concreto, pouco dado aos devaneios das complicações metafísicas/omníricas. É um dado adquirido que um "bebé não tem preocupações", será essa ausência de complicações decorrente da simplicidade com que pensa?
Sexto, a simplificação do complicado é uma meta a atingir pelos matemáticos, que tentam reduzir raciocinios sob uma simples formula matemática, que de simples têm pouco.
Sétimo, a beleza estará na simplicidade? Ou estará na forma simples como encaramos o complicado? Para o simplificar, temos de o compreender.
Resumindo, escrever sobre simplicidade não é simples. Começando pela própria palavra, que de simples tem pouco. Seria mais lógico que o substantivo de "simples", fosse ele próprio mais simples, tipo "dada".
Simples.
Ok, para a próxima escreverei sobre a estupidez, algo mais ao alcance dos processos simplistas dos neurónios deste pastor.
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